Você já sabe que é fundamental para a saúde de seu bebê alimentá-lo exclusivamente

no seio até os seis meses, e garantir que ele possa prosseguir mamando até pelo menos os dois anos. Mas como fazer isso se é preciso voltar ao trabalho?

É possível conciliar amamentação e trabalho. É possível, sim, levar adiante a carreira e ainda oferecer o melhor alimento ao seu filho.

A primeira medida é usufruir de toda a licença maternidade. Outra possibilidade é negociar para fazer parte do trabalho em casa, ou então assumir o trabalho em meio período. Algumas empresas também dão permissão para levar o bebê para o trabalho, principalmente as empresas que dispõem de creche. Outra possibilidade é negociar um horário mais flexível, a ser compensado futuramente, em períodos de férias.

Caso nenhuma destas opções seja possível, a melhor estratégia é usufruir o direito de dois descansos por dia, de meia hora cada um, para amamentar seu filho. Assim, além do intervalo do almoço, você terá um momento na metade da manhã e outro no meio da tarde. Caso você more longe do trabalho, pense na possibilidade da pessoa que cuida do bebê levá-lo até você.

Existe ainda a possibilidade de prorrogação da licença-maternidade por 60 dias, permitida às servidoras públicas e às funcionárias de empresas que aderirem ao programa “Empresa Cidadã”. Informe-se antecipadamente no seu trabalho.

 

A importância de tirar o leite

Sempre que o seio estiver cheio e não existir a possibilidade de oferecê-lo ao seu filho, você deve retirar o leite (de forma manual ou com a bombinha apropriada). Ao esvaziar as mamas, você estará estimulando a produção de leite.

Caso no seu local de trabalho exista uma sala de apoio à amamentação e você puder fazer isso com os cuidados higiênicos necessários, pode guardar o leite no congelador para depois oferecer ao bebê. Caso não haja esta estrutura, é melhor desprezar o leite no banheiro. A segurança alimentar é um aspecto importante que jamais deve ser ignorado.

 

Algumas dicas para amamentar e trabalhar sem culpa!

• Tirar a licença o mais próximo possível da data prevista para o parto.

• Acumular férias para somar aos quatro meses de licença-maternidade previstos em lei. A licença poderá ser ampliada em duas semanas, mediante a apresentação de atestado médico, com o objetivo de garantir a amamentação exclusiva.

• Fazer um estoque de leite materno, começando a colhê-lo 15 dias antes do retorno ao trabalho. Isto garantirá que haja volume suficiente e não haja desperdício (para aprender a técnica correta da ordenha e de estoque, veja a seção “Como colher e estocar o leite materno” neste mesmo site).

• Aproveitar os períodos que estiver em casa para amamentar com frequência, inclusive à noite.

• Não utilizar mamadeiras para oferecer o leite ordenhado. Também neste site veja a “técnica do copinho” para aprender com segurança esta outra forma de alimentar seu filho. Também se pode utilizar xícara ou colher.

 

 

Fonte: Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP