DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR: COMPORTAMENTO E ATITUDES

 

DE 3 A 6 MESES

 

 

ALIMENTAÇÃO

HIGIENE

SONO

LINGUAGEM

MOTRICIDADE

RELACIONA-MENTO

 

COMO É A CRIANÇA?

É capaz de regular a quantidade de comida que necessita e de expressar satisfação ou desgosto.

Brinca com o corpo, quer olhar-se, tocar-se , movimentar-se. Diverte-se na água.

O choro noturno pode significar angústia pela separação; não tem consciência de que é momentânea.

Responde às brincadeiras com vários sons (gritos, vocalização), aprende o nome das pessoas e dos objetos.

Necessita movimentar-se livremente para desenvolver o equilíbrio, a coordenação e a confiança em si mesmo para canalizar sua energia.

 

Espressa seus sentimentos pelo choro.

ATITUDE MATERNA E DA FAMÍLIA

Ser paciente na introdução de novos alimentos (semi-sólidos) e no uso da colher.

Antes de colocá-la no banho deixá um pouco sem roupa para que se exercite. Durante o banho deixá-lo brincar com a água.

Os ruídos familiares, a música suave e a luz tênue ajudam a tranquilizá-lo. Levá-la para a cama paterna não favorece  seu desenvolvimento.

Escutar e imitar seus sons, dizer-lhe o nome e mostrar-lhe objetos e pessoas. Contar sobre as atividades à medida que estas vão se desenvolvendo.

Mudá-lo de posição (sentada com travesseiros, deitada de bruços), realizar jogos corporais (balança, cavalinho, etc). Deixá-la chupar, tocar e agarrar objetos da casa.

Encontrar um ponto de equilíbrio na atenção a criança. Não é necesário pegá-la no colo sempre que chore, e não pegá-la nunca não ajuda a evitar suas manhas. Quando a mãe sair para trabalhar deve despedir-se e explicar-lhe.

 

 

Fonte: CLAP

 

 

 

 

 

 DESENVOLVIMENTO DOS 3 AOS 6 MESES

            Até os 4 meses, “percebe” suas mãos, observa-as atentamente, parece estudá-las, passa a brincar com elas e com os dedos, levando-os à boca. Começa a querer pegar os objetos e, quando consegue, leva-os à boca como uma forma de explorá-los; deixe que o faça, somente não deixe que apanhe objetos muito pequenos que poderá engolir.

            Toca seu corpo, procura mover-se e já começa a rolar deitado; cuidado com as quedas da cama, do berço e do trocador. Se colocado sentado com apoio, já permanece nessa posição sem se cansar muito, e, quando se aproxima dos seis meses, se  colocado sentado, já começa a ficar nessa posição mesmo sem  apoio, embora arqueando a coluna.

            No relacionamento social, entre os 5 e os 6 meses começa a estranhar as pessoas que não conhece, ficando acanhado, sério ou mesmo chorando.

O que fazer: O final do 2o. trimestre é a fase de introdução de novos alimentos, semi-sólidos e com a colher; tenha paciência, não se irrite nem tenha muita pressa.

            Durante o banho, é bom deixá-la brincar, inclusive quando estiver despida (antes do banho).

            Mostre-lhe objetos e diga-lhe os nomes; durante as atividades de rotina diária com a criança, diga-lhe o que está fazendo  à medida que o faz: “vamos trocar as fraldas,” “vamos tomar banho” e assim por diante. Continue imitando os sons que a criança faz e brinque com ela, mudando-lhe a posição, apoiando-a sobre a almofadas, vire-a de bruços, faça brincadeiras com o movimentos  corporais: balance-a, brinque, isto ajuda a melhorar seu  equilíbrio e sua coordenação motora. Deixe que toque, pegue e leve à boca os objetos da casa  (mantenha-os limpos), ela está aprendendo a reconhecê-los.

            Os ruídos da casa, familiares (não excessivos), música  suave, luz tênue e uma voz carinhosa ajudam a relaxá-la e a conciliar o sono. Não brinque muito com ela próximo à hora de dormir, isto a excitará dificultando o sono. Despertará mais facilmente durante a noite o seu choro poderá refletir sua ansiedade pela separação dos seus, que ainda não entende não ser definitiva.

            Como já interage muito nas brincadeiras, tende a tornar-se um brinquedo vivo, muito gratificante para os pais e familiares; nem sempre que chorar deve ser colocada no colo, mas também não se pode deixá-la esquecida em seu berço todo o tempo.

            Sempre que a mãe se afastar, deve despedir-se e explicar que dali a pouco voltará; isto dará segurança à criança.                                   

 

Adaptado, Programa de Educação em Saúde,SBP