Quando os pais se divorciam existem grandes variações de respostas á mudança que ocorreu no ambiente familiar. Os fatores que podem em muito ajudar em um bom desfecho psicológico na criança são:

  • Habilidade dos pais em separar ou resolver os conflitos sem envolver as crianças.
  • Disponibilidade física e emocional para com a criança do genitor que ficou com a custódia.
  • Habilidades parentais do genitor que ficou com a custódia.
  • A criança não se sentir rejeitada pelo pai que não ficou com a custódia.
  • Presença de uma rede familiar que ofereça apoio efetivo.
  • Temperamento da criança.
  • Ausência de uma raiva ou depressão persistentes na criança.

As variações no comportamento costumam obedecer as diferentes faixas etárias:

  • Pré-escolar (2,5-5 anos): Maior tendência a mostrar regressão nos marcos do desenvolvimento (p. ex, treinamento esfincteriano); irritabilidade, transtornos do sono; preocupação com o medo do abandono; exigente com o membro parental com o qual permaneceu.
  • Escolar precoce(6-8 anos): Maior tendência a demonstrar abertamente o sofrimento; preocupada com o medo da rejeição e de ser substituída; cerca de metade das crianças pode apresentar uma diminuição do desempenho escolar.
  • Escolar tardio(9-12 anos): Maior tendência a demonstrar profunda raiva de um ou ambos os pais como o culpado pelo divórcio; deterioração no desempenho escolar e na inter-relação com os amigos; sensação de solidão e impotência.
  • Adolescência: significativo potencial para a depressão aguda e mesmo ideação suicida; comportamento de atuação (abuso de drogas, faltas na escola e atividade sexual); dúvidas acerca do seu próprio potencial de sucesso conjugal.

Adaptado: R. Polin