A recomendação atual é que as frutas sejam, preferencialmente, utilizadas em forma de papa.

Isso porque, em relação ao suco, a papa apresenta uma grande vantagem: por não ser diluída, concentra maior quantidade de energia que o suco em um volume menor.

                        Muitas vezes, um volume excessivo de suco pode reduzir o apetite e diminuir a aceitação de alimentos mais completos e nutritivos. Além disso, a papa contém mais fibras, necessárias ao  bom funcionamento intestinal,  e requer o uso de uma colher, o que estimula a atividade motora e prepara a criança para a introdução futura de novos alimentos.

           As papas de frutas devem ser oferecidas de forma gradual, mediante o uso de colher, a partir do 6º mês; eventualmente, um pouco mais cedo, de acordo com a orientação de um pediatra.

           De início, devem ser consumidas uma vez por dia, de preferência no lanche servido no meio da manhã e, com o tempo, duas vezes: no lanche da manhã e no da tarde. Elas não substituem uma refeição completa, por isso, são recomendáveis nos intervalos.

             TIPOS DE FRUTAS

           O consumo de diferentes frutas é sempre aconselhável, pois cada uma fornece um tipo de vitamina. Não há restrição a nenhum tipo de fruta, exceto quando houver alergia ou intolerância.

                        Pode-se iniciar com: banana prata, pera, maçã ou mamão.

Depois, variar bem com: goiaba, ameixa, pêssego, melão, manga, abacate, etc.

           Para a escolha de frutas, a opção preferencial é por frutas de época. Elas apresentam várias vantagens: maior possibilidade de terem sido colhidas recentemente, pois não estão disponíveis em outras épocas do ano; maior variedade de sabores locais, pois são típicas em determinada região; custo mais acessível, uma vez que os preços caem nos períodos de safra.

           No início é importante usar, de cada vez, apenas um tipo de fruta e fazer o revezamento no período de três a cinco dias, assim a criança identificará melhor o sabor de cada uma. Exemplo: oferecer banana, por cerca de três dias, em seguida, mamão por mais três dias, depois maçã, pera, e assim por diante.

           Quantidade: no início, pequena quantidade, aproximadamente duas colheres das de chá. O volume pode ser gradativamente aumentado, de acordo com a aceitação da criança.

           Todas as frutas devem ser lavadas em água corrente, inclusive as que forem descascadas. Elas devem ser servidas em seu estado natural, porque, assim, preservam o valor nutritivo, fornecem vitaminas, minerais e carboidratos. As frutas são indispensáveis na dieta diária da criança, após os primeiros seis meses de vida. As frutas não devem ser adoçadas.

O açúcar da própria fruta já é suficiente, exceto quando se trata de frutas muito ácidas como, por exemplo, limão. Todas as frutas devem ser servidas imediatamente após o preparo. Dessa forma, conservam o valor nutritivo e se evita a eliminação das vitaminas, provocada pela ação da luz e do calor.   

            Elas podem ser amassadas com garfo, raspadas ou picadas em pedacinhos, de acordo com a fase de dentição do bebê. Desse modo, o bebê é estimulado a desenvolver a mastigação desde cedo. O uso de liquidificador ou de centrifuga tem o inconveniente de reduzir muito a quantidade de fibras, e elas são muito importantes para o bom funcionamento do intestino infantil.

 

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